Os 8 Focos das Pessoas Vencedoras

Não importa o que você faça, é preciso vencer.
Vencer não é mais sinônimo de fazer o outro perder, mas uma questão de foco.
Oito focos são as novas armas: foco na felicidade, foco na prioridade objetiva, foco nos projetos, foco nas mudanças imutáveis, foco na dualidade Kaizen-reengenharia, foco na alta performance, foco da habilidade na visibilidade e foco no cliente. Estude cada um deles, pois o outro lado da moeda dos oito focos é o sucesso total.

1. O começo de tudo: o foco na felicidade.

Há três verbos na língua do sucesso: Fazer (o verbo da atuação), Ter (o verbo da realização) e Ser (o verbo da felicidade). Excelência no desempenho máximo é você começar pelo foco da felicidade, isto é, atuar e realizar já sendo feliz e não para ser feliz. Em resumo: não procure fazer a melhor venda. Procure ser o melhor vendedor que você fará a melhor venda. Não procure ter o melhor cliente, procure oferecer o melhor negócio que você terá o melhor cliente. Não procure ter a melhor esposa, procure ser o melhor marido que você terá a melhor esposa. Não procure a empresa certa para trabalhar, procure desenvolver seu melhor talento que você terá a melhor empresa. Não procure o melhor político para sua cidade, procure ser o melhor eleitor que você encontrará o melhor político.

Ser excelente e ter sucesso não é procurar a empresa certa, é ser a pessoa certa que as empresas procuram. E você só consegue isso alinhando as ofertas do mercado às “ofertas” de sua vocação. Nunca faça uma coisa porque “dá dinheiro”, faça porque você gosta. O que hoje “dá dinheiro” está mais no campo daquilo que você gosta de fazer do que das coisas que você pode ou é capaz de fazer. Alta performance no foco é, muitas vezes, você profissionalizar o seu hobby. Excelência não é algo para fazer ou para ter. É para ser. O velho QI (coeficiente de inteligência) perdeu pontos para o QE (coeficiente emocional), mas o QF (coeficiente de felicidade ou de se manter feliz no meio da tormenta) chegou para ficar. Funcionários com alto QF – é tudo que as empresas precisam hoje. Se você focar a felicidade, as empresas do mundo inteiro estarão caçando seu talento.

2. O foco na prioridade objetiva. Primeiro o que é preciso fazer e, depois, o que se sabe fazer.

Por que se perde de vista o foco? Porque há uma tendência generalizada de todos os problemas serem resolvidos pela ferramenta da habilidade pessoal e não pela necessidade do momento. Exemplo: se você é um especialista em oratória, há a tendência de você pensar que todo problema empresarial se resolve reunindo as pessoas e fazendo discurso. Se você é um homem de propaganda, tenderá a pensar que tudo se resolve anunciando. Se é um expert em finanças, poderá acreditar que todas as dificuldades se solucionam controlando o dinheiro. Se é um homem de vendas, tenderá a pensar que os problemas terminam contratando mais profissionais com inteligência verbal e interpessoal e que tenham iniciativa e persuasão. E mais: as pessoas costumam perder de vista os objetivos do foco e se concentrar nas tarefas que melhor dominam. Gerentes e cooperadores gostam de procurar as oportunidades de demonstrar suas habilidades e exibir os instrumentos que melhor manejam. E esse comportamento estressa todo mundo, porque o trabalho acaba virando o “samba do crioulo doido”. Excelência no foco, muitas vezes, é procurar ajuda de fora.

3. O foco nos projetos. Ou: pare de ficar procurando reconhecimento humano.

De nada adianta você ser feliz, trabalhar em cima da prioridade objetiva, se suas emoções jogam lama no seu foco. Se você tem mais de 35 anos, aqui vai um conselho: pare de procurar reconhecimento humano. Pare de achar que as pessoas deveriam lhe dar valor. Pare de pensar que as pessoas são cegas, burras ou têm “dor-de-cotovelo” por não perceberem a clareza e o brilhantismo das suas propostas e… meta as caras em seus projetos focados de vida. Em vez de agir pensando no que os outros vão pensar, confie em seus palpites, acredite mais em sua intuição e avance com objetivos de qualidade pessoal. Você não tem idade mais para acreditar em falsos profetas ou em gurus sedutores. A história mostrou que eles estavam errados e que profissionais que avançaram com seus palpites se tornaram vencedores. Já ouviu falar do professor da Universidade de Oxford chamado Erasmus Wilson? Pois é, em1880 ele disse: “Quando a Exposição de Paris fechar, ninguém mais vai ouvir falar nessa tal de luz elétrica”. Errou feio. O único que ficou na escuridão do esquecimento foi ele. Quer outro exemplo conhecido? Em 1955, Alex Lewyt, um empresário americano fascinado pela energia nuclear, vaticinou: “Dentro de dez anos, os aspiradores de pó serão movidos a energia nuclear”. Quem tinha algum projeto diferente para aspirador engavetou a idéia. Quem não foi na onda venceu porque não trocou de foco. Repito: concentre-se e vá pelos seus palpites. Não ande no muro da opinião dos outros, apenas porque você se imagina inferiorizado intelectualmente. É muito bom aprender coisas novas, mas é muito ruim esquecer alguns velhos truques do passado que deram certo e que poderão funcionar de novo e enriquecer o seu foco, se você lhes der uma roupagem atual. Mesmo porque excelência não nega a novidade que, em muitos casos, é a moda antiga redescoberta e reinventada.

4. O foco nas mudanças imutáveis. Olhe a zona de turbulência dos acontecimentos como coisa natural.

De nada adianta você ser um profissional com nota dez em foco no projeto, se você anda por aí dizendo que a situação está feia, que a crise está brava, que esta onda ruim vai passar. Claro que vai passar! E, depois desta, pode vir outra pior. Há mudanças que não são ruins e é preciso não confundi-las. Aceite que os baluartes da estabilidade passada já foram jogados no chão. Lembra de quando o Banco do Brasil era o “empregão” para toda a vida que todos sonhavam? Quando ser funcionário público era um grande negócio? Quando ser empregado de uma multinacional era colocar o “burro na sombra”? Pois é. Já faz tempo que o sonho acabou. O foco não está mais no emprego e, sim, na empregabilidade. Não aceitar as mudanças é adoecer.

5. O foco no Kaizen com reengenharia. Ao mesmo tempo melhore e destrua.

Bem, há coisas em você que é preciso melhorar, como há coisas que é preciso destruir. Você já ouviu falar que de nada adianta melhorar o long-play ou a máquina de escrever do início do século, aperfeiçoar o telex ou desenvolver novas tecnologias de chicotes para carruagens. Então, o que fazer para atingir a excelência máxima no foco certo? Vá pelos dois caminhos opostos: Kaizen e reengenharia. A filosofia Kaizen ainda diz: “Melhore sempre. Não há nada tão bom que não possa ser melhorado”. A reengenharia dizia: “Não melhore, destrua; não inove, substitua”. Mas, por favor, não se estresse por isso. Entenda que quase tudo, para melhorar, tem de piorar primeiro. Para melhorar uma estrada é preciso piorar a estrada: fazer buracos, sujar de piche alguns carros que passam etc. Os que pertencem ao clube dos excelentes sabem que não há foco sem dor.

6. Foco na alta performance. Melhore seu desempenho nas ações dos focos.

Bem, mas você pode me perguntar: “Sei que preciso vencer e ter desempenho máximo, mas em que?” Você precisa ser cada vez melhor, basicamente, nas ações do foco. Cada foco vai exigir ações correspondentes. Por exemplo: a. Saber o que se quer e querer o que se sabe para não desperdiçar a energia do foco; b. Saber administrar a qualidade de vida quando se cruzam trabalho, família e realizações pessoais para não contaminar o foco; c. Ter reações positivas antecipadas para possíveis conflitos na vida pessoal e profissional para não perder de vista o foco; d. Conseguir manter ações firmes para o que é urgente e importante para não gastar tempo no foco errado; e. Saber recrutar, formar e acreditar em pessoas que acreditem nelas para que grupos sejam times perseguidores de focos; f. Ter métodos eficazes de crescimento da satisfação, sedução e fidelização de clientes que mantêm vivo o foco global ; g. Entender que não há lucratividade sem competitividade e não há competitividade sem produtividade e que resultados se conseguem melhorando processos internos que alinham pessoas para a alta performance nos focos; h. Ter capacidade de levantar cenários internos e externos para crescer estrategicamente e, assim, proteger o foco; i. Manter seu trabalho orientado no sentido de ganhar pontos em cima dos concorrentes, desenvolvendo vantagens competitivas, entendendo que competir para vencer é ganhar a preferência do cliente que corrige o nosso foco; j. Incrementar o espírito criativo e o trabalho inovador na empresa para que o foco não seja estático num mundo de mudanças loucas; l. Fazer com que ética, estratégia, tática, autonomia, transparência, obsessão por custos baixos, comportamento e comprometimento trabalhem em favor do crescimento das marcas que levarão o foco ao pódio da vitória empresarial.
Concentre seu talento, esforço e tempo nestas ações de focos. Descreva pontos de vantagens para cada resultado alcançado. Você está cada vez melhor neles? Sua performance está aumentando dentro destes itens? Então, parabéns, você é um atleta vitorioso na excelência em ação voltada para o foco.

7. O foco da habilidade na visibilidade – esta é a fórmula.

Não adianta você apenas ser o melhor profissional de sua área. Você pode ser o maior do mundo e mesmo assim não acontecer nada. É preciso ter hoje visibilidade, que são as luzes que mostram para todo mundo que seu foco existe. E você consegue isto caçando oportunidades de participar de programas de TV, rádio, escrevendo artigos para jornais, revistas etc. Exemplo: se você é médico, tenha um programa de rádio chamado O médico da Família. Se você é advogado, faça palestras em associações de bairro sobre o tema Conheça seus Direitos. Se você é engenheiro ou arquiteto, envie artigos para a mídia (jornais, TV etc.) sobre o tema Construindo com Inteligência ou Como não Perder Dinheiro na Construção de sua Casa. Se você é comerciante e seu negócio é produto natural, chame a atenção escrevendo um artigo cujo título seja As Várias Maneiras de Morrer Mais Cedo (e convença pelo efeito contrário). Se o seu negócio são produtos de segurança, envie todo mês para seus clientes um newsletter ou jornalzinho impresso ou um flyer por e-mail com conselhos do tipo O que fazer para não ser assaltado. Coloque sua foto no cartão de visita. Isto gera credibilidade, pois as pessoas pensarão: “Se ele não fosse idôneo, não colocaria sua cara como testemunha de seu trabalho. Enfim, qualquer que seja a sua profissão, você precisa transformar habilidade em visibilidade. É muito importante hoje você usar o marketing pessoal, que é uma das pedras de toque da empregabilidade e do empreendedorismo. Praticamente um terço dos executivos é contratado por indicações de amigos e conhecidos que trabalhavam anteriormente na empresa. Você precisa mostrar seus feitos profissionais a seus chefes, concorrentes, fornecedores, clientes e amigos. E tomar muito cuidado para que marketing pessoal não seja confundido com arrogância que desperta inveja e faz o tiro sair pela culatra. Além do mais, a visão cristã da eficácia contém cinco palavras terminadas em “ade”: habilidade, versatilidade, qualidade, visibilidade e… humildade. Mas é a estratégia da visibilidade que gera melhores ganhos para você porque ela é o outdoor de seu foco.

8. Foco no cliente. Sem ele não há foco e a dispersão vira caos.

É função de toda empresa e de todo líder mobilizar todos os clientes internos (os funcionários) para trabalhar em função do cliente externo, que é quem paga a conta. Pare de pensar como aquele funcionário desfocado que um dia disse: “Esta empresa seria um ótimo lugar para trabalhar, se não fossem esses clientes”.

Não há foco, se o alvo final não for o cliente. Nenhuma empresa tem porteiro, a não ser para fazer os clientes se sentirem bem na entrada. Não há telefonista, a não ser para fazer os clientes pensarem: “Que empresa maravilhosa essa, eles se sentem felizes por eu ter ligado!” Funcionários precisam funcionar, mas sempre para o cliente. Atraia novos clientes pela simpatia, emocione pela empatia e crie seu networking (sua rede de contatos), usando marketing de relacionamento, isto é, transformando clientes em amigos fiéis. Mas pense: há empresas que se tornaram vitoriosas porque disseram: “Para nós o cliente de fora (cliente externo) está em segundo lugar, porque em primeiro lugar estão meus funcionários, isto é, meus clientes de dentro, pois, se eles permanecerem deslumbrados, irão encantar a todos que contatarem”. Para essa empresa, o foco da vantagem competitiva nasce de dentro para fora.

A partir de agora comece a focar. Releia esses oito focos essenciais. Eles farão você atingir o seu máximo E ser um profissional disputado nos novos tempos que já chegaram.

Texto de Maurício Góis

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