PPRA–Quem deve elaborar?

imagesCAW3F1UD Eterna discussão porque não dizer “briga” entre Engenheiros, Técnicos de Segurança do Trabalho e diria que Médicos.

Mas deixando as brigas de lado, o que vale mesmo são as Leis, precisamos nos focar nelas e ponto.

Vale aqui colocar que as disposições dadas pelo CONFEA são válidas somente para os Engenheiros, não podemos impor diretrizes para todos com base nela . Engenheiros precisam seguir as disposições dadas pelo CONFEA e somente eles.

A única disposição legal para  o PPRA é a norma regulamentadora NR-9, aprovada pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, e com redação determinada pela Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, que é baseada no Título II, Capítulo V, art.154 a 223 da CLT.

A NR-9 dispõe em 9.3.1.1 – “A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA poderão ser feitas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT ou por pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do empregador, sejam capazes de desenvolver o disposto nesta NR”.

O SESMT e regulamentado pela NR-4 e quando necessário pode ser composto por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro Segurança do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Médico do Trabalho.

De acordo com esta NR a composição do SESMT depende, do grau de risco da empresa, que é estabelecido pelo CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas, e do número de empregados no estabelecimento podendo não precisar de SESMT, normalmente é neste caso que o empregador designa pessoa capacitada para elaboração do PPRA, ou precisar do quadro completo e até mesmo de mais de 1  profissional por especialização.

Resumindo qualquer pessoa pode desenvolver um PPRA, lembrando que tem que ser capacitada pois, é preciso realizar avaliações e medições de riscos. As medições devem constar no PPRA, quer saber por quê?

Devido ao NTEP – Nexo Técnico Epideomológico Previdenciário o INSS publicou algumas IN – Instruções Normativas entre elas a IN-99/2003 que substitui o Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) pelo PPRA e reafirmando essa substituição em todas as outras IN posteriores.”

“Art. 186. A partir da publicação da Instrução Normativa INSS/DC no99, de 5 de setembro de 2003, para as empresas obrigadas ao cumprimento das Normas Regulamentadoras do MTE, nos termos do item 1.1 da NR-01 do MTE, o LTCAT será substituído pelos programas de prevenção PPRA, PGR e PCMAT “.

Temos ainda o Decreto nº 6.945, de 21 de agosto de 2009 que trata da redução das alíquotas da Contribuição Previdenciária para empresas que prestam serviços de tecnologia da informação – TI e de tecnologia da informação e comunicação – TIC.

De acordo com o § 6º para as empresas de TI e TCI, e somente para elas, o PPRA deve ser desenvolvido por Engenheiro de Segurança do Trabalho.

“a) a responsabilidade pela elaboração do programa de prevenção de riscos ambientais e de doenças ocupacionais será, exclusivamente, de engenheiro com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA, que o assinará;”

Neste caso, e somente neste caso, entra as disposições do CONFEA dentre elas a Resolução 437, que dispõe o pagamento de ART  – Anotação de Responsabilidade Técnica para todas as atividades realizadas por Engenheiro.

Pessoal, vamos deixar pra lá o “me disseram que”, estes são os dados e fatos, vamos nos ater a legislação.

Sucesso no desenvolvimento do seu PPRA.

Texto – Fabíola Anderson Mansur

Apresentando o GPD e GPR

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

Apresentação elaborada por Fabíola Anderson Mansur com base na metodologia do Professor Falconi.

Os 8 Focos das Pessoas Vencedoras

Não importa o que você faça, é preciso vencer.
Vencer não é mais sinônimo de fazer o outro perder, mas uma questão de foco.
Oito focos são as novas armas: foco na felicidade, foco na prioridade objetiva, foco nos projetos, foco nas mudanças imutáveis, foco na dualidade Kaizen-reengenharia, foco na alta performance, foco da habilidade na visibilidade e foco no cliente. Estude cada um deles, pois o outro lado da moeda dos oito focos é o sucesso total.

1. O começo de tudo: o foco na felicidade.

Há três verbos na língua do sucesso: Fazer (o verbo da atuação), Ter (o verbo da realização) e Ser (o verbo da felicidade). Excelência no desempenho máximo é você começar pelo foco da felicidade, isto é, atuar e realizar já sendo feliz e não para ser feliz. Em resumo: não procure fazer a melhor venda. Procure ser o melhor vendedor que você fará a melhor venda. Não procure ter o melhor cliente, procure oferecer o melhor negócio que você terá o melhor cliente. Não procure ter a melhor esposa, procure ser o melhor marido que você terá a melhor esposa. Não procure a empresa certa para trabalhar, procure desenvolver seu melhor talento que você terá a melhor empresa. Não procure o melhor político para sua cidade, procure ser o melhor eleitor que você encontrará o melhor político.

Ser excelente e ter sucesso não é procurar a empresa certa, é ser a pessoa certa que as empresas procuram. E você só consegue isso alinhando as ofertas do mercado às “ofertas” de sua vocação. Nunca faça uma coisa porque “dá dinheiro”, faça porque você gosta. O que hoje “dá dinheiro” está mais no campo daquilo que você gosta de fazer do que das coisas que você pode ou é capaz de fazer. Alta performance no foco é, muitas vezes, você profissionalizar o seu hobby. Excelência não é algo para fazer ou para ter. É para ser. O velho QI (coeficiente de inteligência) perdeu pontos para o QE (coeficiente emocional), mas o QF (coeficiente de felicidade ou de se manter feliz no meio da tormenta) chegou para ficar. Funcionários com alto QF – é tudo que as empresas precisam hoje. Se você focar a felicidade, as empresas do mundo inteiro estarão caçando seu talento.

2. O foco na prioridade objetiva. Primeiro o que é preciso fazer e, depois, o que se sabe fazer.

Por que se perde de vista o foco? Porque há uma tendência generalizada de todos os problemas serem resolvidos pela ferramenta da habilidade pessoal e não pela necessidade do momento. Exemplo: se você é um especialista em oratória, há a tendência de você pensar que todo problema empresarial se resolve reunindo as pessoas e fazendo discurso. Se você é um homem de propaganda, tenderá a pensar que tudo se resolve anunciando. Se é um expert em finanças, poderá acreditar que todas as dificuldades se solucionam controlando o dinheiro. Se é um homem de vendas, tenderá a pensar que os problemas terminam contratando mais profissionais com inteligência verbal e interpessoal e que tenham iniciativa e persuasão. E mais: as pessoas costumam perder de vista os objetivos do foco e se concentrar nas tarefas que melhor dominam. Gerentes e cooperadores gostam de procurar as oportunidades de demonstrar suas habilidades e exibir os instrumentos que melhor manejam. E esse comportamento estressa todo mundo, porque o trabalho acaba virando o “samba do crioulo doido”. Excelência no foco, muitas vezes, é procurar ajuda de fora.

3. O foco nos projetos. Ou: pare de ficar procurando reconhecimento humano.

De nada adianta você ser feliz, trabalhar em cima da prioridade objetiva, se suas emoções jogam lama no seu foco. Se você tem mais de 35 anos, aqui vai um conselho: pare de procurar reconhecimento humano. Pare de achar que as pessoas deveriam lhe dar valor. Pare de pensar que as pessoas são cegas, burras ou têm “dor-de-cotovelo” por não perceberem a clareza e o brilhantismo das suas propostas e… meta as caras em seus projetos focados de vida. Em vez de agir pensando no que os outros vão pensar, confie em seus palpites, acredite mais em sua intuição e avance com objetivos de qualidade pessoal. Você não tem idade mais para acreditar em falsos profetas ou em gurus sedutores. A história mostrou que eles estavam errados e que profissionais que avançaram com seus palpites se tornaram vencedores. Já ouviu falar do professor da Universidade de Oxford chamado Erasmus Wilson? Pois é, em1880 ele disse: “Quando a Exposição de Paris fechar, ninguém mais vai ouvir falar nessa tal de luz elétrica”. Errou feio. O único que ficou na escuridão do esquecimento foi ele. Quer outro exemplo conhecido? Em 1955, Alex Lewyt, um empresário americano fascinado pela energia nuclear, vaticinou: “Dentro de dez anos, os aspiradores de pó serão movidos a energia nuclear”. Quem tinha algum projeto diferente para aspirador engavetou a idéia. Quem não foi na onda venceu porque não trocou de foco. Repito: concentre-se e vá pelos seus palpites. Não ande no muro da opinião dos outros, apenas porque você se imagina inferiorizado intelectualmente. É muito bom aprender coisas novas, mas é muito ruim esquecer alguns velhos truques do passado que deram certo e que poderão funcionar de novo e enriquecer o seu foco, se você lhes der uma roupagem atual. Mesmo porque excelência não nega a novidade que, em muitos casos, é a moda antiga redescoberta e reinventada.

4. O foco nas mudanças imutáveis. Olhe a zona de turbulência dos acontecimentos como coisa natural.

De nada adianta você ser um profissional com nota dez em foco no projeto, se você anda por aí dizendo que a situação está feia, que a crise está brava, que esta onda ruim vai passar. Claro que vai passar! E, depois desta, pode vir outra pior. Há mudanças que não são ruins e é preciso não confundi-las. Aceite que os baluartes da estabilidade passada já foram jogados no chão. Lembra de quando o Banco do Brasil era o “empregão” para toda a vida que todos sonhavam? Quando ser funcionário público era um grande negócio? Quando ser empregado de uma multinacional era colocar o “burro na sombra”? Pois é. Já faz tempo que o sonho acabou. O foco não está mais no emprego e, sim, na empregabilidade. Não aceitar as mudanças é adoecer.

5. O foco no Kaizen com reengenharia. Ao mesmo tempo melhore e destrua.

Bem, há coisas em você que é preciso melhorar, como há coisas que é preciso destruir. Você já ouviu falar que de nada adianta melhorar o long-play ou a máquina de escrever do início do século, aperfeiçoar o telex ou desenvolver novas tecnologias de chicotes para carruagens. Então, o que fazer para atingir a excelência máxima no foco certo? Vá pelos dois caminhos opostos: Kaizen e reengenharia. A filosofia Kaizen ainda diz: “Melhore sempre. Não há nada tão bom que não possa ser melhorado”. A reengenharia dizia: “Não melhore, destrua; não inove, substitua”. Mas, por favor, não se estresse por isso. Entenda que quase tudo, para melhorar, tem de piorar primeiro. Para melhorar uma estrada é preciso piorar a estrada: fazer buracos, sujar de piche alguns carros que passam etc. Os que pertencem ao clube dos excelentes sabem que não há foco sem dor.

6. Foco na alta performance. Melhore seu desempenho nas ações dos focos.

Bem, mas você pode me perguntar: “Sei que preciso vencer e ter desempenho máximo, mas em que?” Você precisa ser cada vez melhor, basicamente, nas ações do foco. Cada foco vai exigir ações correspondentes. Por exemplo: a. Saber o que se quer e querer o que se sabe para não desperdiçar a energia do foco; b. Saber administrar a qualidade de vida quando se cruzam trabalho, família e realizações pessoais para não contaminar o foco; c. Ter reações positivas antecipadas para possíveis conflitos na vida pessoal e profissional para não perder de vista o foco; d. Conseguir manter ações firmes para o que é urgente e importante para não gastar tempo no foco errado; e. Saber recrutar, formar e acreditar em pessoas que acreditem nelas para que grupos sejam times perseguidores de focos; f. Ter métodos eficazes de crescimento da satisfação, sedução e fidelização de clientes que mantêm vivo o foco global ; g. Entender que não há lucratividade sem competitividade e não há competitividade sem produtividade e que resultados se conseguem melhorando processos internos que alinham pessoas para a alta performance nos focos; h. Ter capacidade de levantar cenários internos e externos para crescer estrategicamente e, assim, proteger o foco; i. Manter seu trabalho orientado no sentido de ganhar pontos em cima dos concorrentes, desenvolvendo vantagens competitivas, entendendo que competir para vencer é ganhar a preferência do cliente que corrige o nosso foco; j. Incrementar o espírito criativo e o trabalho inovador na empresa para que o foco não seja estático num mundo de mudanças loucas; l. Fazer com que ética, estratégia, tática, autonomia, transparência, obsessão por custos baixos, comportamento e comprometimento trabalhem em favor do crescimento das marcas que levarão o foco ao pódio da vitória empresarial.
Concentre seu talento, esforço e tempo nestas ações de focos. Descreva pontos de vantagens para cada resultado alcançado. Você está cada vez melhor neles? Sua performance está aumentando dentro destes itens? Então, parabéns, você é um atleta vitorioso na excelência em ação voltada para o foco.

7. O foco da habilidade na visibilidade – esta é a fórmula.

Não adianta você apenas ser o melhor profissional de sua área. Você pode ser o maior do mundo e mesmo assim não acontecer nada. É preciso ter hoje visibilidade, que são as luzes que mostram para todo mundo que seu foco existe. E você consegue isto caçando oportunidades de participar de programas de TV, rádio, escrevendo artigos para jornais, revistas etc. Exemplo: se você é médico, tenha um programa de rádio chamado O médico da Família. Se você é advogado, faça palestras em associações de bairro sobre o tema Conheça seus Direitos. Se você é engenheiro ou arquiteto, envie artigos para a mídia (jornais, TV etc.) sobre o tema Construindo com Inteligência ou Como não Perder Dinheiro na Construção de sua Casa. Se você é comerciante e seu negócio é produto natural, chame a atenção escrevendo um artigo cujo título seja As Várias Maneiras de Morrer Mais Cedo (e convença pelo efeito contrário). Se o seu negócio são produtos de segurança, envie todo mês para seus clientes um newsletter ou jornalzinho impresso ou um flyer por e-mail com conselhos do tipo O que fazer para não ser assaltado. Coloque sua foto no cartão de visita. Isto gera credibilidade, pois as pessoas pensarão: “Se ele não fosse idôneo, não colocaria sua cara como testemunha de seu trabalho. Enfim, qualquer que seja a sua profissão, você precisa transformar habilidade em visibilidade. É muito importante hoje você usar o marketing pessoal, que é uma das pedras de toque da empregabilidade e do empreendedorismo. Praticamente um terço dos executivos é contratado por indicações de amigos e conhecidos que trabalhavam anteriormente na empresa. Você precisa mostrar seus feitos profissionais a seus chefes, concorrentes, fornecedores, clientes e amigos. E tomar muito cuidado para que marketing pessoal não seja confundido com arrogância que desperta inveja e faz o tiro sair pela culatra. Além do mais, a visão cristã da eficácia contém cinco palavras terminadas em “ade”: habilidade, versatilidade, qualidade, visibilidade e… humildade. Mas é a estratégia da visibilidade que gera melhores ganhos para você porque ela é o outdoor de seu foco.

8. Foco no cliente. Sem ele não há foco e a dispersão vira caos.

É função de toda empresa e de todo líder mobilizar todos os clientes internos (os funcionários) para trabalhar em função do cliente externo, que é quem paga a conta. Pare de pensar como aquele funcionário desfocado que um dia disse: “Esta empresa seria um ótimo lugar para trabalhar, se não fossem esses clientes”.

Não há foco, se o alvo final não for o cliente. Nenhuma empresa tem porteiro, a não ser para fazer os clientes se sentirem bem na entrada. Não há telefonista, a não ser para fazer os clientes pensarem: “Que empresa maravilhosa essa, eles se sentem felizes por eu ter ligado!” Funcionários precisam funcionar, mas sempre para o cliente. Atraia novos clientes pela simpatia, emocione pela empatia e crie seu networking (sua rede de contatos), usando marketing de relacionamento, isto é, transformando clientes em amigos fiéis. Mas pense: há empresas que se tornaram vitoriosas porque disseram: “Para nós o cliente de fora (cliente externo) está em segundo lugar, porque em primeiro lugar estão meus funcionários, isto é, meus clientes de dentro, pois, se eles permanecerem deslumbrados, irão encantar a todos que contatarem”. Para essa empresa, o foco da vantagem competitiva nasce de dentro para fora.

A partir de agora comece a focar. Releia esses oito focos essenciais. Eles farão você atingir o seu máximo E ser um profissional disputado nos novos tempos que já chegaram.

Texto de Maurício Góis

Team

Pense em um time de futebol. O termo (“team”) foi importado do mundo dos esportes, pelas organizações de trabalho.

Uma equipe resulta da máxima utilização dos talentos individuais, num clima de respeito mútuo, trabalhando em conjunto com um sentimento de unidade. Onze craques não fazem o melhor escrete é preciso adquirir C O N J U N T O…

A unidade é alcançada quando cada um é capaz de desincubir-se de seu papel específico em harmonia com os demais. Os jogadores se entendem e se entrosam em passes certeiros, tabelinhas e até jogadas ensaiadas…A equipe cresce a medida que cada um tem consciência de que é mais fácil agir e obter resultados em conjunto que individualmente.

Cada um busca satisfazer a seus objetivos e interesses particulares através das ações coletivas dirigidas para objetivos comuns. Jogadas individuais de efeito para a “galera” dificilmente decidem o jogo.

É importante que haja competência necessária para atuar nas várias posições e o entrosamento garante a economia de esforços. Ninguém pode jogar nas onze posições… Todos atacando e todos defendendo, e “pelada” nunca dura 90 minutos sem que alguns jogadores tenham que sair de campo.

Disciplina e profissionalismo contam muito mas o ‘ESPIRITO DE TEAM’ resulta também de sentimentos, valores, apoio mútuo e um bom clima de relações interpessoais, o amor a camisa, a garra, faz o time mediocre ganhar o jogo.

As equipes nas organizações, normalmente, consistem em grupos de pessoas que atuam funcionalmente, em vários níveis, sob a supervisão de um dirigente. O dirigente em qualque nível de hierarquia é, naturalmente, o promotor do desenvolvimento da equipe por ter uma visão mais clara dos objetivos e estratégias da organização e pela sua participação privilegiada no planejamento, no estabelecimento das diretrizes, na tomada de decisão e na resolução de problemas.

O desenvolvimento da equipe consiste em um processo de participação crescente dos componentes de uma unidade organizacional em busca de maior produtividade funcional aliada a satisfação pessoal e profissional das pessoas envolvidas.

Técnico não joga nem ganha jogo sozinho, cria as condições para a vitória e, principalmente, para o campeonato.

Texto extraído do livro “Equipes dão certo, a multiplicação do talento humano”.

Six Sigma

Sigma é uma letra grega empregada em estatística e significa desvio padrão, ou seja, é o desvio médio que um conjunto de dados sofre.

A aplicação da metodologia permite fornecer produto, bem ou serviço com a menor variação possível, focando o aumento da satisfação de clientes e consumidores.

Aplicação do Six Sigma pelas empresas tem por objetivo aumentar a lucratividade por meio da melhoria da qualidade de produtos, serviços e processos.

Muitos acham que Six Sigma e qualidade total são a mesma coisa, mas não são.  A metodologia Six Sigma, reúne todas as ferramentas da qualidade de um modo lógico e eficaz, o qual foi dado o nome de DMAIC:

D – Definição

M – Medição

A – Análise

I – Imporvement – Melhoria

C – Controle

O Six Sigma foca dados e fatos e tem por objetivo reduzir as variações, os defeitos. A metodologia utiliza uma escala sigma para medir o nível de qualidade associado a um processo. Quando falamos que um processo é Six Sigma estamos falando que o processo tem 3,4 defeitos por milhão.

Para a utilização da metodologia é preciso ter total compreensão das necessidades dos clientes, levantar o máximo de dados e fatos para aplicar a análise estatística e principalmente estar aberto a aplicação das melhorias, a possível reinvenção dos processos e a mudança da gestão.

A metodologia pode ser aplicada a qualquer processo desde do chão de fábrica ao RH, porém é uma definição estratégica e ”top down” pois, como colocado acima, gera muitas mudanças e também necessidade de recursos.

A metodologia utiliza uma estrutura onde todos participam e podem aplica-la pois, treina os colaboradores nas diversas funções do Six Sigma.

As funções existentes no Six Sigma são:

Sponsor – Alta Direção que responsabiliza-se e compromete-se com a implantação da metodologia, conduzindo, incentivando e supervisionando.

Champion – Os campeões possuem a função de liderança, definem os demais membros e os projetos que serão realizados.

Master Black Belt – Tem uma função mais técnica, é responsável por auxiliar os champions na escolha dos membros e dos projetos e por criar as mudanças na organização, é preparado para solução de problemas complexos e por treinar e instruir Black Belt e Green Belt. Dedica 100% de seu tempo ao six sigma.

Black Belt – Lidera equipes de projetos, aplica as ferramentas técnicas estatísticas e de solução de problemas nos projetos específicos. É responsável por treinar e instruir Green Belts, se reporta ao Master Black Belt ou na ausência deste ao Champion. Dedica 100% de seu tempo a projetos six sigma.

Green Belt – Auxilia o Black Belt na aplicação das ferramentas técnicas estatísticas e de solução de problemas, lidera projetos menos complexos.  Possue conhecimento e treinamento em Six Sigma, no DMAIC e na aplicação das ferramentas estatísticas e de solução de problemas. Dedica 30% de seu tempo a projetos específicos.

Yellow Belt – É conhecedor do processo, possue treinamento na estrutura DMAIC e na aplicação das ferramentas básicas da qualidade, aplicando-as para coleta de dados. Participa dos projetos com as informações obtidas.

White Belt – Possue conhecimento nas ferramentas básicas da qualidade, conhecedor do processo participa da aplicação das ferramentas fornecendo informações como dados e fatos.

O grande diferencial da metodologia Six Sigma para a metodologia Qualidade Total com certeza são os resultados obtidos. A GE teve um ganho de US$ 1,5 bilhões na implantação da metodologia no Brasil, já a Motorola teve um ganho de US$ 2,2 bilhões, para citar alguns exemplos.

Nem todas as empresas utilizam a função Master Black Belt, utilizando-se somente de Black Belt e Green Belt, sendo estes responsáveis pelo desenvolvimento dos Yellow Belt e White Belt, normalmente para gestores e líderes.

Para as empresas o investimento na formação de Black Belt e Green Belt vale a pena uma vez que,  para se formarem é preciso que um projeto seja desenvolvido, implantado e que seu retorno financeiro seja provado/evidenciado através de documentos contábeis ou declaração da empresa.

Fabíola